Há cerca de um mês, aconteceu o South by Southwest (SXSW), evento realizado em Austin (EUA), e referência mundial em tecnologia, música, cinema, educação, inovação e economia criativa. O Brasil é a segunda maior delegação de estrangeiros no evento. Segundo a Apex-Brasil, os empreendedores do país movimentam US$ 41 milhões durante a conferência.

Os assuntos discutidos durante a conferência anteciparam tendências que irão transformar o mundo nos próximos anos. Nós fomos até lá e fizemos um resumão do que rolou na capital do Texas nos próximos parágrafos.

Este ano, as palestras, painéis e exibições discutiram temas importantes, como a Inteligência Artificial e as Assistentes Virtuais. Estima-se que até 2029, essas assistentes (como Siri e Alexia) estarão no mesmo nível da inteligência humana. E com a Realidade Virtual, a capacidade de ter experiências imersivas sem sair de casa vai revolucionar o mundo das marcas, das reuniões, do transporte e das viagens.

Embora isso pareça uma ameaça, é uma oportunidade de livrar as pessoas de tarefas que levam tempo para encontrar um universo totalmente aberto. O impacto dessa tecnologia já é chamado de Quarta Revolução Industrial.

Outro assunto bastante comentado foi a diversidade. Sabemos que existe todo um universo de pessoas que não se contentam com produtos e experiências padronizadas, onde não se sentem representadas. Basta olhar para o teclado de emojis do seu celular e ver o quanto ele evoluiu para ficar mais abrangente em termos de cor, raça e aspectos culturais.

Partindo disso, as marcas estão cada vez mais levantando bandeiras, afinal 80% dos millennials compram um produto por acreditarem no propósito das marcas. Assumir um ideal reforça a cultura da empresa e gera identificação com o público para o qual ela foi criada. Por exemplo, o Airbnb se posicionou contra a intolerância racial em seu espaço; e a Microsoft tem um programa forte para capacitação e contratação de mulheres.

Dentre os palestrantes do SXSW, destacamos a afirmação de John Maeda de que o Vale do Silício não é mais o maior polo de criatividade e inovação: China, América do Sul e Índia têm jogado muito forte nesse campo; Melinda Gates, acredita que o mercado deve se equilibrar na questão de gênero não só na camada de produção, mas também na camada de decisões; e Ray Kurzweil, autor da profecia de que em 2029 os robôs serão tão inteligentes quanto nós.

Finalizando, o SXSW não busca somente mostrar tecnologias de última geração, mas sim provoca discussões que direcionam para novos caminhos. E tudo acontece o tempo todo e tudo é importante. Que venha o futuro!

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