Com o objetivo de medir o número de horas que as crianças passam em frente ao celular, à TV e videogames, a revista Lancet Child & Adolescent Health verificou que apenas 37% de 4,5 mil crianças americanas usam os aparelhos por até duas horas diárias (tempo máximo recomendável pelo guia Canadian 24-Hour Movement Guidelines for Children and Youth). Ainda de acordo com o estudo, a maioria das crianças passa em média 3,6 horas por dia em frente a algum eletrônico.

Apesar de ainda não conseguir afirmar os impactos do uso exagerado, já que não existem gerações adultas criadas com o tipo de conectividade atual, muitas organizações já fazem a associação do excesso do uso destes aparelhos com problemas encontrados nas crianças de hoje, como dificuldade de socialização, problemas de saúde mental, obesidade e dificuldade de aprendizado.

Pensando nisso, foram criados alguns guias para ajudar os pais a controlar o “tempo de tela” de seus filhos. Listamos abaixo algumas recomendações:

  1. O guia da Royal College of Paediatrics and Child Health (RCPCH), elaborado no Reino Unido, sugere que as famílias valorizem e parabenizem os filhos quando eles trocarem os eletrônicos por atividades como socialização, sono ou exercícios físicos, já que essas são atividades essenciais para o bem-estar delas.
  2. A revista The Lancet Child & Adolescent Health recomenda que os pais limitem a duas horas diárias o tempo de tela das crianças, pois isso, junto com uma boa noite de sono e atividades físicas, melhoram a cognição das crianças.
  3. Outro conselho dado por essas instituições é que as crianças se desconectem das telinhas pelo menos uma hora antes de dormir, para melhorar a qualidade do sono.
  4. A organização American Academy of Pediatrics ainda sugere que os pais tenham mais controle sobre as atividades dos filhos na internet, verificando com quem estão falando, o que estão fazendo – e também estabelecendo períodos de pausa para a realização de atividades físicas e áreas da casa onde não podem usar qualquer tipo de tecnologia, como o quarto e a cozinha, por exemplo.

Ao mesmo tempo que devemos ter esse cuidado com o uso exagerado da tecnologia, também devemos reconhecer os benefícios que ela nos trouxe, como maior possibilidade de interatividade, facilidade de comunicação a distância e conteúdos que são capazes de estimular seu aprendizado e criatividade.

A pediatra Jenny Radesky afirma que o ideal é que os pais sejam os tutores de seus filhos quanto ao uso da tecnologia, mostrando a eles como usar essa ferramenta para criar, se conectar e aprender. Outro alerta importante é que os pais tenham seus próprios limites, já que são modelos para as crianças. Por isso devem ter a consciência de desligar seus celulares, laptops e TV à noite – deixando, assim, um tempo para se conectarem com seus filhos!

Agora nós queremos a sua opinião: o que você acha do uso exagerado dos eletrônicos e da internet? Você já tem esses limites de tempo definidos em sua casa?

Conte para a gente, queremos saber tudo! =]

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